quinta-feira, março 20, 2008

Entrevista para a Parade

"Enfrentei os meus piores medos"
Mariah Carey fala sobre sua luta pela fama e o desejo de encontrar a felicidade
Na edição de Parade desta semana Mariah Carey fala com James Kaplan como lida com a sua vida pública, ser chamada "diva", e a reconciliação com o seu pai. Mais abaixo fala como lidou com a dor do passado e conseguiu voltar ao topo.
Sobre o seu ex marido, Tommy Mottola. "Algumas canções do meu novo álbum falam de um certo período da minha vida muito intenso. Eu cresci com uma determinada disfunção com a qual aprendi a viver. E assumi que não teria direito a ser feliz na minha vida pessoal. Se eu tivesse a minha carreira e esse tipo de coisas pensava: tens aquilo que desejavas. Agora olho para trás e sinto que tive a minha quota parte de culpa por permitir que a relação tivesse durado o que durou. Eu sabia que necessitava de cantar e de me expressar, ou então não teria superado aquela fase. Acredito que aprendi muito com ele, ele acreditava realmente no meu talento e por isso estou-lhe grata. No meu novo álbum, a canção "Side Effects" diz, "Kept my tears inside, 'cause I knew if I saterted I'd keep crying for the rest of my life". Isto é realmente verdade. Naquela altura [durante o seu casamento] eu não chorava tinha que me manter pouco emocional para lidar com isso.
Sobre manter a sua integridade artistica. "Eu nunca me senti famosa. Mesmo quando o meu álbum Music Box saíu, eu não senti aquela coisa que que os jovens cantores ou compositores que estão a começar sentem quando se tornam famosos. Eu vejo pessoas que têm um hit e começam logo a pensar que são as maiores estrelas do mundo. Eu não senti isso porque tinha aquele relacionamento e penso que havia um esforço concertado para me manter afastada dessa sensação de poder. Portanto como se mantém a integridade artística enquanto te transformas numa corporação? Tens de passar por algumas coisas! Eu sinto que comunico com as pessoas através das canções porque é a maneira de preencher um vazio em mim. Eu não o faço só porque quero ganhar dinheiro ou porque quero ser famosa. Eu tenho necessidade de fazer música. Se não tivesse isto, não sei onde estaria."
Sobre não ser aceite pela sociedade. "Eu sentia-me deslocada quando era pequena. Não importava onde estava, existia sempre essa sensação de não pertencer a parte nenhuma, de não encaixar. Mudei muito quando era pequena, ninguém me conhecia e eu nunca era nem uma coisa nem outra. Sendo bi-racial eu não tinha referências para olhar e dizer - ok esta pessoa é exactamente como eu e há outras por aí. Muitas crianças me disseram - até teres lançado o teu primeiro disco eu julgava que não havia ninguém igual a mim - As pessoas que sentem que não encaixam, podem-se identificar comigo. Eu prometi a mim mesma quando era pequena que nunca me esqueceria de como era ser criança. Nunca quis crescer e ficar fora de contacto com esse sentimento."
Sobre a mãe.
"Tenho de dar crédito à minha mãe por me encorajar e me inspirar a cantar. Ela era uma cantora de ópera que foi para Juilliard.Ela ainda canta foi uma cantora com treino musical clássico. Eu não sou uma pessoa técnica e fui noutra direcção enveredei pelo R&B porque posso fazer e cantar aquilo que me vem à ideia. Mas ela incutiu em mim a crença de que poderia ser o que sou hoje. Ela conta uma história de quando estava a ensaiar uma parte da ópera Rigolleto e eu mandei-a parar e disse " Não é assim, estás enganada,é assim!" E cantei para ela noutra língua com 4 anos de idade. A minha mãe pensou: ok, ela tem bom ouvido."
Sobre envelhecer
"Terei eternamente 12 anos e essa pessoa de 12 anos dentro de mim é uma optimista. Eu sei o que é não ter fama nem dinheiro e continuo a sentir-me a mesma pessoa em muitos aspectos. Honestamente eu não tenho aniversários. Prefiro chamar-lhes comemorações. A ideia é sermos tão jovens quanto nos sentimos. Algumas pessoas convencem-se que são velhas, ou pensam, agora tenho de crescer, não me posso divertir. Eu hei-de sempre escolher um dia na Disney World em vez de uma noite em Las Vegas, porque é assim que eu sou."
Sobre o seu Breakdown
Como emerges da confusão quando toda a gente já te descartou? Pode ser uma coisa muito complicada de fazer, especialmente depois de teres atingido um tal sucesso desde jovem. Tenho muita fé em Deus e entreguei nas suas mãos porque sabia que ía ficar bem; foi onde cheguei quando pensei atingir o fundo. Mais do que qualquer outra coisa, foi um processo em que cresci e aprendi a tomar conta de mim.Não me tratar como a editora me queria tratar, mas tratar-me como um ser humano. Enfrentei os meus piores medos e saí bem. Tudo irá correr sempre bem desde que esteja conectada com a pessoa que sou."

4 comentários:

Anónimo disse...

Wow! Está muito bem traduzido! ...
Tornei-me "fã" à pouco tempo (como já vos disse)e não conheço muito bem o passado dela, em especial esse período de desiquilíbrio emocional e físico...e imagino a vossa angústia nessa época!... É bom saber que tudo isso foi ultrapassado! =)

PS: É realmente inspirador ver a vossa dedicação a este website e à Mariah, claro! Keep up the good work!

Sandra disse...

Obrigada Luís pelas tuas palavras de incentivo, é sempre bom receber o apoio de quem nos lê.
O período de que que falas, foi mesmo muito complicado, tanto para nós como para a própria Mariah. Ela nunca tinha tido um momento menos bom e qdo teve foi mesmo arrasador. Eu sou fã desde 94 e posso dizer que nunca tinha visto tal coisa. Já passou, agora estamos numa fase bonita :D

Sara Rodrigues disse...

:) Fase bonita pra continuar! :)

...já agora... entrevista para a "parede"? Porquê? :D

**

Sandra disse...

Erro meu Sara é Parade :P e não parede :s erro meu.